As farmácias que vendem medicamentos legais (que na sua maioria são contrafeitos) e drogas ilegais na Intertnet são uma ameaça cada vez maior, especialmente para os jovens, alertou o Organismo Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE) no seu relatório de 2011.
As ciberfarmácias usam muitas vezes as redes sociais como o Facebook e sites como o YouTube para chegar aos mais jovens. Estes sites são usados para levar os jovens a chats, onde depois quem gere as ciberfarmácias “usa uma série de maneiras para que, à primeira vista, não parecem estar a fazer publicidade a drogas. Mas que depois, claro, começam o bombardeamento com todo o tipo de drogas”, disse o presidente do organismo, Hamid Ghodse, em declarações à agência Reuters.
O organismo com sede em Viena fez um apelo aos Governos para que encerrem os sites de venda ilegal de medicamentos e drogas na Internet e ainda que se esforcem para apreender as substâncias contrabandeadas através dos correios – e que cooperem mais a nível internacional. O OICE sublinhou ainda quais são os “aspectos-chave” para as actividades das farmácias ilegais na Internet: “contrabandear os seus produtos, encontrar espaço de alojamento para os seus sites e convencer os seus clientes de que são, de facto, legítimas.” Mas mesmo quando vendem medicamentos legais, cerca de metade destes são falsificados, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
No ano passado, o OICE teve informação sobre mais de 12 mil apreensões de “substâncias controladas internacionalmente”, enviadas através dos correios. Mais de 5500 eram drogas ilegais; o restante substâncias legais.
A Índia foi o país de onde mais vieram estas substâncias, acrescenta o organismo: 58 por cento das apreensões tinham origem indiana. De seguida, Estados Unidos, China, e Polónia foram responsáveis por fatias significativas das apreensões.
De resto, o OICE confirmou tendências anteriores: que a Europa representa a maior parcela do mercado mundial de opiácios, e que o principal problema de droga na Europa continua a ser o da heroína, tanto em termos de mobilidade como de morbilidade, Mas há cada vez mais qualidades e tipos diferentes de substâncias ilícitas no mercado europeu, e essa é outra preocupação do OICE.
Notícia retirada daqui.
Investigadores americanos da Veterans Health Administration's Health Services Research and Development Service – organização que pesquisa temas de saúde relacionados a veteranos de guerras – desenvolveram um estudo que aponta uma relação entre o consumo da droga e a doença, anuncia o site BoaSaude.
Os investigadores analisaram dados de 5,3 milhões de veteranos, sendo que 90% deles eram homens.
A análise demonstrou que cerca de 83 mil pessoas que participaram do estudo (1,5%) tinham glaucoma. De entre esses indivíduos, os que já tinham consumido cocaína ou que ainda usavam a droga tinham chances 45% maiores de virem a sofrer de glaucoma primário de ângulo aberto. No ano de 2009, 178 mil pacientes recebidos na clinica da organização usavam a droga. Outro resultado encontrado pelo estudo é que pessoas que sofriam de glaucoma e que tinham um histórico de uso de drogas ilícitas eram aproximadamente 20 anos mais jovens do que pacientes que nunca tinham usado essas substâncias. Os resultados das análises feitas pelos investigadores apontam que outras drogas que podem estar associadas ao surgimento do glaucoma são a maconha e anfetaminas, mas em uma escala menor do que a cocaína.
“A associação do uso de drogas ilícitas e o glaucoma primário de ângulo aberto requer mais estudo, mas se o relacionamento for confirmado, essa compreensão poderia levar a novas estratégias de prevenção de perda de visão”, explica o pesquisador Dustin French. Esse tipo de glaucoma é o mais comum nos Estados Unidos e é a segunda causa mais comum de cegueira no país.
O estudo foi publicado na edição de Setembro do periódico Journal of Glaucoma.










